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Dia Mundial de Prevenção ao Câncer: mudanças simples de hábitos garantem saúde

Imagem do(a) autor(a) do texto - Autor convidadoPor  Autor convidado 26 de Janeiro de 20264 min para ler
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Foto: Freepik

No dia 4 de fevereiro, o Brasil e outros países ao redor do mundo celebram o Dia Mundial de Prevenção ao Câncer, data celebrada há 26 anos. A União Internacional para Controle do Câncer adotou o tema “Unidos pelo único” no triênio 2025-2027, focado na individualização do cuidado. 

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que entre 30% e 50% de todos os casos de câncer podem ser evitados por meio de mudanças no estilo de vida, como combate ao tabagismo, alimentação saudável e prática regular de atividades físicas.

No triênio anterior, de 2023-2025, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimou a ocorrência de 704 mil novos casos da doença por ano no Brasil. Até 90% dos diagnósticos estão associados a causas externas, incluindo aquelas que afetam os principais tipos de câncer de mama diagnosticados no país, que englobam ambiente geral, ambiente de trabalho, alimentos, medicamentos e hábitos de vida. As causas puramente hereditárias são a minoria.

Cigarro, excesso de peso e bebida: o trio que mais pode causar  câncer

Um estudo publicado no International Journal of Cancer identificou que o tabagismo, o excesso de peso e o abuso de álcool foram os principais contribuintes para os casos de câncer atribuíveis ao estilo de vida. 

A pesquisa realizada na Suíça revela que, quando combinados, os fatores estão relacionados a 25,2% dos casos de câncer evitáveis no país europeu, com proporção ligeiramente maior entre homens (28,4%) do que em mulheres (21,9%). 

O tabagismo é apontado como o maior fator de risco evitável. De acordo com as autoridades de saúde, o uso de tabaco está ligado a cerca de 15 tipos de câncer. Deixar de fumar pode adicionar até 10 anos à expectativa de vida. 

A obesidade, por sua vez, está associada a vários tipos de câncer e se correlaciona com outros riscos, como alimentação desbalanceada e sedentarismo. Diferentes estudos que buscam entender o que é câncer de próstata e seus fatores de risco revelam conexões diretas entre o excesso de peso e o desenvolvimento do tumor em homens. Já o consumo de álcool em qualquer quantidade contribui para o risco de câncer, sendo uma das principais causas de morte prematura no mundo.

Como reduzir o risco de câncer

O Inca lista 12 dicas para prevenir o câncer. Como refletido nos estudos científicos, as atitudes de não fumar, manter uma alimentação saudável, manter o peso corporal adequado e praticar atividades físicas estão no topo da lista.

As indicações seguem com orientações sobre amamentação, que protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil; realização de exames preventivos, como o do colo do útero para mulheres entre 25 e 64 anos; vacinação contra HPV e hepatite B; e a restrição do consumo de bebidas alcoólicas e carnes processadas, fundamentais para entender como prevenir o câncer de cólon e reto, já que a ingestão de alimentos como presunto, salsicha, linguiça, bacon e salame podem aumentar a chance da doença.

As últimas recomendações tratam da proteção solar entre 10h e 16h, com uso de chapéu, barraca e protetor solar para prevenir o câncer de pele. Ela também está relacionada ao último item da lista, que é evitar exposição a agentes cancerígenos no trabalho. Para quem trabalha ao ar livre, a radiação solar é um fator de risco, assim como a exposição a substâncias específicas de alto risco, como o amianto (asbesto).

Diagnóstico precoce salva vidas

Além da prevenção primária, que busca impedir o desenvolvimento da doença, a prevenção secundária foca na detecção precoce de cânceres assintomáticos ou de lesões pré-malignas. Para o câncer de mama, a taxa de sobrevivência em cinco anos é de 99% se detectado em estágio inicial, comparado a apenas 27% se detectado em estágio tardio.

O Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer recomenda que pessoas entre 50 e 74 anos realizem exames de detecção de câncer de cólon e reto; mulheres a partir dos 40 anos façam exame clínico das mamas a cada dois anos e mamografia entre 50 e 74 anos; e mulheres entre 30 e 64 anos realizem o teste molecular do HPV para detecção do câncer do colo do útero.

Cânceres de mama e próstata são frequentes no Brasil

O tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma, correspondendo a 31,3% do total de casos, segundo estimativas do Inca. Em seguida, os tipos mais frequentes são mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).

Na população masculina, o câncer de próstata predomina em todas as regiões do país, representando 30% dos casos. O ranking de incidência entre homens segue com câncer de cólon e reto (9,2%); traqueia, brônquio e pulmão (7,5%); estômago (5,6%); e cavidade oral (4,6%).

Para mulheres, o câncer de mama é o mais incidente após o de pele não melanoma, respondendo por 30,1% dos novos casos. Na sequência aparecem cólon e reto (9,7%); colo do útero (7,0%); traqueia, brônquio e pulmão (6,0%); e glândula tireoide (5,8%).

Nas regiões Sul e Sudeste predominam cânceres de mama, próstata e cólon e reto. Nas regiões Norte e Nordeste, embora próstata e mama também sejam altos, destacam-se cânceres associados a infecções, como colo do útero e estômago.

Como nasceu o Dia Mundial de Prevenção ao Câncer

O reconhecimento da data 4 de fevereiro surgiu no ano 2000, com a assinatura da Carta de Paris pelo então presidente da França, Jacques Chirac, e pelo então diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Kōichirō Matsuura. 

O documento, redigido inicialmente por seis especialistas, destaca a necessidade de acesso a cuidados de qualidade, financiamento para a pesquisa do câncer, maior entendimento sobre a doença e respeito e dignidade para todos os indivíduos que vivem com ela.

Foi a partir de um artigo final dessa carta que surgiu a proposta de um dia internacional de conscientização. A iniciativa da União Internacional para Controle do Câncer buscava abordar o impacto da doença na vida humana, no sofrimento dos pacientes e na produtividade das nações. Mais de duas décadas depois, a data se consolidou como um marco mundial de mobilização.

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