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Mercado da Educação Profissional cresce nos próximos anos

Imagem do(a) autor(a) do texto - Viviane S. Lhacer em parceria com Experta MídiaPor  Viviane S. Lhacer em parceria com Experta Mídia 27 de Abril de 20263 min para ler
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Mercado de educação profissional projeta crescimento para os próximos anos


 

 

O mercado global de educação profissional deve crescer de forma acelerada até 2030. A Technavio, empresa global de pesquisa de mercado, estima uma taxa média anual de crescimento do setor de 24,6%, o que deve adicionar cerca de R$ 310 bilhões ao mercado no período. A expansão é impulsionada por transformação digital, interesse em requalificação profissional e demanda por talentos qualificados.

 

A expansão é reflexo de um sintoma atual do mercado internacional. O Fórum Econômico Mundial (FEM) alerta que 59% dos profissionais vão precisar se requalificar ou aprimorar as próprias habilidades até 2030. O mercado vive a carência de mão de obra especializada, sobretudo para as áreas tecnológicas. 

 

O cenário nacional vive a mesma crise. Estudo da ManpowerGroup revela que 81% dos empregadores do Brasil já enfrentam dificuldades para contratar profissionais com as competências necessárias. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o desafio do país será formar 2,2 milhões de novos profissionais até 2027, ao mesmo tempo em que outros 11,8 milhões vão precisar se requalificar no período.

O mercado brasileiro ainda conta com poucos profissionais especializados em tecnologia, conforme  92% das startups ouvidas pelo estudo do Google for Startups. Além do déficit de trabalhadores, a pesquisa aponta que 40% das competências exigidas pelo mercado devem mudar até o fim da década.

 

O cenário estimula a procura por cursos gratuitos que ensinam competências aplicáveis ao trabalho imediato, de acordo com o levantamento da Technavio. Os segmentos técnicos mais procurados ao redor do mundo têm sido TI, software e logística. Com o desenvolvimento das tecnologias, muitos profissionais têm buscado ampliar os conhecimentos sobre Inteligência Artificial (IA), Big Data e segurança cibernética.

 

Como uma espécie de efeito cascata, a demanda fomenta o crescimento de plataformas de ensino. A Elevify, por exemplo, já soma mais de 25 mil cursos e entrega certificados em mais de cem países.

 

IA é usada na jornada de aprendizado

 

As informações da Technavio mostram, ainda, que a IA tem sido aplicada no mercado de educação profissional para adaptar caminhos de aprendizagem, gamificação e simulações. 

 

Segundo o levantamento, a integração tem como objetivo melhorar o engajamento dos alunos e os resultados ao longo das jornadas de estudo. A flexibilidade e a acessibilidade das plataformas também são apontadas como atrativas pelos profissionais. 

 

A pesquisa descreve que os cursos virtuais permitem aos trabalhadores estudarem sem sair de casa, conciliando com o emprego. Módulos curtos, mobile learning e conteúdos sob demanda tendem a tornar a educação mais acessível em todo o mundo. 

 

O interesse pelo aperfeiçoamento das habilidades híbridas, que combinam técnica e comportamento, também está em alta no país. O curso de recepcionista de consultório médico serve como exemplo ao ensinar como organizar agendas e controlar encaixes, ao mesmo tempo em que direciona as cursistas a manter comunicação eficiente e estratégica com os pacientes.

 

 

Empresas devem investir em educação profissional 

 

A expectativa do FEM é que 77% das empresas irão investir na capacitação dos colaboradores nos próximos anos. No entanto, mais de 90 milhões de postos de trabalho deixarão de existir nos próximos anos. Por outro lado, 170 milhões de novas funções deverão surgir até 2030, o que é visto com alívio pelo fórum. O saldo é positivo e chega a 78 milhões de novos empregos.

 

Atualmente, a América do Norte concentra o maior crescimento no mercado de educação profissional. A Technavio explica que países em desenvolvimento estão acelerando esse processo, conforme as políticas de educação digital e conectividade avançam. 

 

A Lei da Aprendizagem no Brasil determina que empresas de médio e grande porte contratem jovens aprendizes. A cota obrigatória varia entre 5% e 15% dos empregados. O jovem aprendiz deve ter entre 14 e 24 anos, com exceções. O contrato combina trabalho prático e curso de capacitação teórica. O objetivo é facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho competitivo com formação supervisionada. 

 

De acordo com o governo federal, como o contrato de aprendizagem combina prática na empresa e formação teórica obrigatória, o crescimento nas admissões estimula as instituições de ensino, escolas técnicas e plataformas de cursos a ampliarem a sua oferta, o que tende a fortalecer o setor educacional voltado à qualificação para o trabalho.

 

 

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