A indústria global de eventos deve movimentar mais de R$ 5,5 trilhões até 2029, prevê a empresa de pesquisa de mercado Technavio.
O setor tem sido impulsionado pelos microeventos, segmento que mais cresce dentro das estratégias de marketing, detalha o relatório da consultora de mercado Forrester.
O levantamento mostra, ainda, que 58% dos profissionais de marketing B2B planejam realizar mais microeventos presenciais. A estratégia é aproximar as marcas do público e facilitar a captação de clientes.
O líder de eventos da Digital Manager Guru, Renato Chamasquini, explica que os microeventos são organizados para aprofundar relacionamentos e tendem a receber uma quantidade reduzida de convidados.
Dessa forma, a comunicação do evento deixa de ser genérica, já que os promotores escolhem para quem vão dizer e por qual motivo. “Ao se afastar do discurso institucional, a conversa se torna mais relevante e aborda problemas reais”.
De acordo com Chamasquini, o retorno sobre o investimento (ROI) do evento de pequeno porte é mais simples de ser medido. A responsabilidade de conectar presença a negócio, pipeline ou vendas fica mais clara.
Ele destaca que os microeventos não competem com os de grande porte, mas se complementam. ‘Os grandes eventos tendem a abrir portas, já os menores fortalecem vínculos”, diz.
“Microeventos reduzem riscos financeiros, operacionais e de reputação. Você testa formatos, temas e propostas de valor com agilidade, aprende rápido e ajusta o próximo.
É quase um MVP de evento”, complementa. Entre os formatos que fortalecem a presença da marca, ele cita workshops executivos, jantares estratégicos, painéis de co-criação e mesas-redondas.
Personalização e segurança ditam os resultados
Levantamento da Technavio revela que os eventos são plataformas de influência e exigem estratégias dos produtores. Nesse sentido, a expectativa é que, até 2029, os microeventos se tornem mais personalizados.
Destacando que o objetivo dos gestores será, cada vez mais, entregar aos convidados a sensação de que o evento foi produzido para eles, as tendências devem incluir cardápios adaptados, dinâmicas leves e roteiros flexíveis.
Chamasquini acrescenta que, nesse novo cenário, os ingressos deixam de ser apenas a garantia de acesso. “É o primeiro contrato de relacionamento entre a marca e o participante. Quando bem usado, o ingresso vira um ponto de consentimento, uma camada de dados e uma ponte para o pós-evento”, descreve.
Segundo ele, “quem trata ingresso só como controle de acesso está deixando muito valor na mesa. O verdadeiro jogo hoje é relacionamento contínuo, não público pontual”. Ele destaca que as plataformas para venda de ingressos já oferecem aos gestores campos personalizados, histórico de participação, interesse e comportamento antes e depois dos eventos.
Para ele, os dados dos microeventos são ainda mais qualificados, pois o público é menor e a interação é mais humana.
“Na prática, isso permite que a marca continue a conversa depois do evento com contexto real, convide para próximos encontros de forma inteligente, crie jornadas segmentadas em vez de disparos genéricos, e transforme o evento em ciclo, não em ponto final.”
A experiência do consumidor com o checkout de pagamento também interfere na percepção da marca e, por isso, também merece atenção. Canais de venda seguros, intuitivos e otimizados para dispositivos móveis garantem maior satisfação aos clientes.
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